Personas

Existe um desvio no conceito de persona.

A Persona, que vulgarmente é chamado de “Pessoa” (vide a expressão Persona não grata), já na psicologia de Jung é a função psiquica relacionada ao mundo externo, a Persona é a busca pela adaptação social. Esse conceito é totalmente inacabado, do ponto de vista pragmático, a persona não justifica atos, não mede consequências.

Será que somos todos Personas andando por aí, julgando o bem e o mal através dos olhos de uma sociedade falida?

Vou acabr divagando sobre uma coisa que pouco falo, os amigos. Todos os amigos que são personas são descartáveis. Infelizmente esse conceito é real, a amizade tem um fundamento muito maior do que o de apoio, como já dizia meu ex-professor de filosofia Luiz Rohden, a amizade é igual a filosofia…é inútil.

Sinto falta dos amigos de verdade, daqueles que não se identificam com esse conceito de Persona, que não deixam de viver os grandes momentos inúteis da vida por conta de uma adaptação social. Aqueles amigos de verdade que mesmo longe dão um jeito de mostrar que as realidades ainda são iguais e que o tempo não passou depois de muito tempo.

Esse tipo de amigo não carrega essa Persona, poderia dar milhares de exemplos, mas prefiro colocar um que aconteceu ontem…um amigo de verdade que manda uma mensagem durante a madrugada dizendo “estamos te pagando”…”estamos pagando o pacote”. Lembranças fúteis que te fazem lembrar e que te trazem pra perto da realidade onde essa pessoa está.

Queria agradecer a esses amigos, essas pessoas e não Personas. Vocês são as PESSOAS que movem a vida que levo.

Baixa tolerância

Me aborreço com a falta de tolerância de algumas pessoas, pessoas preconceituosas e de mal caráter.

Tenho Muito medo o que vai acontecer daqui pra frente com a minha vida, com as minhas relações profissionais e sociais. A vida adulta nos leva a lugares que não temos como descrever, fora de lugares comuns, fora de uma zona de conforto por muito tempo sustentada.

Afinal, o que somos nós sem essa zona de conforto? A tendência é realmente nos tornarmos duros, frios e sem reações?

Acho que não, e esse é o ponto do lugar fora do comum. Mantemos ainda aquele velho hábito de criança, de birras, nojos, ascos que nos acompanharam. Quer ser um adulto saúdavel? Deixe de lado tudo isso…não tenha medo de dizer “eu errei”, “tenho medo” ou simplesmente “não gosto disso/daquilo”.

Não é vergonha para ninguém admitir seus erros e preconceitos, e isso só ameniza a sua situação social, seu status e sua convivência com as pessoas.

Não tenha medo…porque o medo nos transforma em animais….

Vaya - The Saddest Day (Ever) (by vayarock)

Worktodo

Worktodo

Harmonia

Viver num mundo tão cheio de graça é uma luta constante pela busca de uma sanidade, e se me permitem dizer, ter essa sanidade é pura útopia.

Construir, armar, aproveitar, morrer e deixar morrer, destruir, reconstruir…

As táticas de uma lei básica de vivência já não são mais uma grande verdade, nesse ato pomdemos distinguir o quanto evoluimos. Essa evolução não se dá apenas nos termos científicos, físicos, psicológicos, é também uma evolução de espírito. O livre pensar não é só um sonho, mas também uma impossibilidade.

Ser mero espectador de uma grandeza tão bela é de certa forma sufocante. Mas ver que em algum momento estendemos as mão uns aos outro ainda me faz acreditar na salvação, mesmo que 1%…e isso jogando alto.

Vemos cada vez mais as diferenças desaparecendo, e novas camadas da sociedade humana sendo erguidas com base no respeito, na busca pela felicidade. O bem estar do corpo social é o inicio de uma paz de espírito. Não podemos mais temer o outro, ele está na nossa frente, o avanço da técnologia nos mostrou que ele é de fato igual a nós, que tem seus sonhos, seus anseios e quer ser feliz.

Mas falar de tudo isso numa sociedade civilizada é fácil, e quanto ao resto? Bom, é exatamente aí que mora a beleza do mundo, nas diferentes culturas, na preservação do passado, na retomada da antigüidade, na busca pelo ínicio. Queremos defender o futuro tentando descobrir os erros do passado, e cada vez mais as pessoas estão aprendendo a acreditar isso tudo que nos define, também nos torna mais e mais humanos.

Acordei um pouco saudosista, mas a verdade é que admirar a grandeza da diversidade por alguns instantes pode ser um marco pra vida, principalmente pelo alto estress que causa. A informação é tão vasta que apenas alguns segundos são capazes de nos fazer refletir a vida toda.

Liberdade

Difícil acreditar que estamos presos numa caixinha de madeira.

Quanto mais penso sobre isso, menos quero pensar. Lembrar que de fato existe um limite para o que eu sou me deixa pesado. Não sou o infinito que pensava que era.

Lembrar que todos os dias eu tenho a possibilidade de fazer muitas coisas, mas nenhuma delas é realmente de livre escolha me joga num abismo de determinismo e de falta de fé em algo maior.

Engraçado a passividade de tudo isso, determino tudo aquilo que está no meu alcance, mas deixo de lado o pensamento ativo quando me limito a entender que tenho uma vida pré-estabelecida, sou humano, sou mortal…Isso pode até parecer, em partes, falta de carisma de minha parte, mas eu quer mesmo é que o outro morra para me dar mais espaço.

Esse espaço definido por tantos outros que me avaliam, me julgam, me mostram as consequências dos meus atos, quero que eles deixem de existir.

Pensando melhor, um cara que morreu em 1677 tinha razão, mesmo que só depois de sua morte tenhamos podido ouvir ele dizer que nossa liberdade é apenas fruto de nossa condição, ele tinha razão em pensar que a essência do ser humano é o nada, o vazio. Finalmente isso tudo faz sentido, se não somos livres, então somos nada.

Me sinto preso de uma bolha, e o mundo a minha volta apenas olha e sorri, porque sabe que estou preso nessa bolha e que tudo que eu possa ou queira fazer vai inferir diretamente em outro, outrem, outros…A frustração de quebrar o código de ética do mundo me deixa aqui, apático…quase sem vida…mesmo ainda em vida…

“Não rir nem chorar, mas compreender”. (Espinoza, Tratado Político)

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